Em uma nova postagem no blog oficial da PlayStation, da Sony, o codiretor criativo da Sucker Punch Productions, Nate Fox, compartilhou mais detalhes sobre as viagens de pesquisa que a equipe de *Ghost of Yotei* realizou pelo Japão. Complementando sua entrada anterior no blog, Fox reafirmou a dedicação do time em retratar o Japão feudal com respeito desta vez destacando seu trabalho para representar autenticamente a cultura Ainu.
Os Ainu são um povo indígena principalmente do norte do Japão, particularmente da ilha de Hokkaido que serve como cenário principal de *Ghost of Yotei*. Sua língua distinta, cultura crenças espirituais e tradições diferem significativamente das dos povos Yamato (também conhecidos como Wajin) o grupo étnico predominante no Japão moderno.
"Ao definir nosso jogo em Hokkaido, sabíamos que uma representação respeitosa da cultura Ainu era crucial", explicou Nate Fox. "Felizmente entramos em contato com um consultor cultural Ainu antes de nossa viagem para coletar referências." A equipe foi até convidada pela conselheira a conhecer sua família, o que incluiu buscar vegetais silvestres nas montanhas. "Foi uma maneira maravilhosa de criar amizades e começar a aprender sobre a cultura Ainu. Naquela noite decidimos incluir a coleta na game para que os jogadores pudessem compartilhar uma experiência semelhante."Segundo Fox parte da pesquisa da equipe ocorreu na Península de Oshima no sul de Hokkaido, a região mais próxima da ilha principal do Japão Honshu. Nos anos 1600 esta área era controlada pelo clã Matsumae que recebeu direitos exclusivos do governo Tokugawa para comerciar com os Ainus ao norte. Fox observou que sinais de assentamento limitado Wajin ao norte de Oshima ainda são visíveis hoje como "a abundância de cerejeiras na península trazidas de Honshu mas raras em outras partes da ilha. Isso ilustra verdadeiramente o quão pouco povoada Hokkaido estava pelos Wajin em 1603."
"No jogo tentamos capturar essa qualidade enfatizando a vasta vida selvagem entre os assentamentos." Esta paisagem intocada formará o pano de fundo para a jornada de vingança da protagonista Atsu contra os assassinos de sua família.
Fox e a equipe também visitaram o Museu Ainu Nibutani com seu consultor cultural. As casas tradicionais Ainu (chamadas cise) diferem das residências tradicionais japonesas. A visita ao museu "nos ajudou muito a entender os tipos de objetos que exibiríamos no jogo e como eles eram usados."
Um vislumbre do interior de uma casa Ainu com sua grande lareira central pode ser visto no trailer oficial de lançamento de \*Ghost of Yotei\* (cerca dos 2 minutos). A mulher com quem Atsu conversa nesta cena parece ser Ainu indicada por sua tatuagem labial um símbolo tradicional de beleza que o governo japonês mais tarde proibiu no final do século XIX após anexar completamente Hokkaido (fonte: Embaixada do Japão no Reino Unido). Naquela época as políticas de assimilação forçando os Ainus a abandonarem sua língua e cultura estavam em andamento.(Como nota relacionada a conta de J.K. Goodrich de 1888 sobre casas Ainu oferece um olhar direto aos contrastes e relações complexas entre os Ainus e japoneses da época.)
Screenshots de Ghost of Yōtei

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Fox também discutiu a pesquisa da equipe sobre o Japão do período Edo que incluiu uma visita ao Toshogu de Nikko um santuário dedicado ao xogum Tokugawa Ieyasu. "Enquanto estávamos lá recebemos uma bênção para o jogo do divino enshrined Tokugawa Ieyasu", disse Fox notando que exibem orgulhosamente a ema (placa de madeira) e o omamori (amuleto protetor) do santuário em seu estúdio como recordações.
Refletindo sobre a jornada Fox afirmou "Embora nossa versão de Hokkaido seja fictícia a sensação de autenticidade que buscamos está enraizada nessas experiências do mundo real." Será fascinante ver como *Ghost of Yotei* retrata os contrastes culturais entre os Wajin do período Edo e os Ainus.