Glen Schofield, co-criador de Dead Space, co-fundador da Sledgehammer Games e diretor de The Callisto Protocol, expressou recentemente preocupações sobre o estado desafiador da indústria de jogos. Após não conseguir financiamento para seu último protótipo, ele reconheceu que talvez tenha "dirigido meu último jogo".
Desafios de Financiamento para um Novo Conceito de Terror
Em uma postagem sincera no LinkedIn, Schofield revelou ter passado oito meses colaborando com sua filha artista, Nicole, em um conceito inovador de jogo de terror. Trabalhando com uma equipe reduzida de seis desenvolvedores nos EUA e uma equipe completa do Reino Unido, ele inicialmente propôs um orçamento de 17 milhões de dólares, antes de ser aconselhado a reduzi-lo drasticamente.
"Algumas ideias são melhor deixadas de lado do que feitas mal", explicou Schofield sobre a decisão de abandonar o projeto quando lhe pediram para reduzir o orçamento para entre 2 e 5 milhões de dólares. Sua equipe de desenvolvimento agora está buscando novas oportunidades na indústria em dificuldades.
Um Veterano Reflete sobre as Mudanças na Indústria
O renomado desenvolvedor demonstrou nostalgia pela produção de títulos AAA: "Sinto falta da equipe, do caos, da alegria de construir algo para os fãs." Embora atualmente esteja focado em arte e escrita, Schofield reconheceu perspectivas de carreira incertas: "Talvez eu tenha dirigido meu último jogo. Quem sabe?"
Legado da Striking Distance Studios
Schofield fundou a Striking Distance Studios sob o grupo Krafton há seis anos, inicialmente planejando um jogo de narrativa ambientado no universo PUBG. O estúdio lançou finalmente The Callisto Protocol em dezembro de 2022 — um título solo de terror que recebeu críticas mistas e teve desempenho comercial abaixo do esperado.
O jogo enfrentou diversos desafios, incluindo problemas de desempenho e relatos de "crunch" durante o desenvolvimento. Nossa análise atribuiu a The Callisto Protocol uma nota de 7/10, descrevendo-o como "um sucessor espiritual satisfatoriamente sangrento de Dead Space", que acabou se sentindo mais como uma homenagem do que uma inovação.